A essa altura dos acontecimentos, pensar é superestimado ou subestimado? Não sou ninguém para falar de relacionamentos, principalmente o dos outros, e não é isso que eu vou fazer aqui, que fique bem claro desde já. Só queria entender a cabeça das pessoas que vai pra balada para a) encontrar o amor da vida ou b) pegar todos (as) os que lhe aparecerem pela frente.
Penso eu que uma pessoa vai pra balada pra curtir com os amigos, “desestressar”, dançar até ficar com bolhas nos pés e dar aquela paqueradinha, claro, porque ninguém é de ferro, e olhar não tira pedaço (clichês, sejam bem vindos). Mas não é só porque se está nesse ambiente que se justifica o fato de enfiar o pé na jaca e sair beijando até a maçaneta da porta do banheiro, se esta estiver em uma altura compatível.
Não entendo porque tantas pessoas ficam tão bêbadas a ponto de falar aos berros, sair pegando os outros pelo braço, começar a agir feito criança mimada e implicar com quem não está no mesmo grau de (in)consciência. Não entendo a necessidade de ir para a balada com os amigos e abandoná-los cinco segundos depois de passarem pela porta da casa pois algo melhor apareceu e acenou. Já que é assim...cada um vai sozinho e se encontram no meio do povo. Ou não.
Não entendo porque ficar feliz com cantadas do gênero “te conheço de algum lugar?” ou “vou ligar para o céu e avisar Deus que um anjo caiu”, deixar o sujeito fedendo a álcool enfiar a língua na sua garganta para ter a certeza de que a) em cinco minutos, cada um vai para um canto contar vantagem para os amigos ou b) amanhã nenhum dos dois vai lembrar o nome do outro? O que aconteceu com a simples saída com os amigos, para rir, ver e ser visto e SE rolar, rolou? Para que ficar forçando, como se a saída só fosse boa se alguém beijar cinco ou mais caras, para ficar contando que teve que segurar as mãos do indivíduo, que te achou com cara de corrimão?
O que aconteceu com as pessoas que saíam juntas para dar risada, desabafar, olhar a paisagem, comentar sobre a semana? O que aconteceu com os caras que chegavam pra conversar, para trocar idéia, para passar a noite inteira conversando e só quando você chega na fila do caixa para pagar a comanda, rolar um beijo e ele pedir o seu telefone E ligar para marcarem outra saída? Porque hoje o único objetivo são números...quem paga mais e quem pega menos? Ou quantos drinks você tomou em comparação ao seu amigo que está vomitando na calçada?
E porque, em nome dos céus, só porque você não age como se a pilastra do bar fosse o pole (do pole dancing) você fica com fama de chata, sem graça e coisas do gênero? Só porque você quer algo mais da sua noite do que se sentir um lixo, usada e bêbada, e ainda sim ir embora sozinha? Onde foi que os valores se inverteram, que eu perdi o bonde? E porque, porque, porque, você é obrigada a ser a primeira e entrar e a última a sair, como se isso fosse validar a sua noite?
Alguém pode me dizer o que acontece com o universo?
Penso eu que uma pessoa vai pra balada pra curtir com os amigos, “desestressar”, dançar até ficar com bolhas nos pés e dar aquela paqueradinha, claro, porque ninguém é de ferro, e olhar não tira pedaço (clichês, sejam bem vindos). Mas não é só porque se está nesse ambiente que se justifica o fato de enfiar o pé na jaca e sair beijando até a maçaneta da porta do banheiro, se esta estiver em uma altura compatível.
Não entendo porque tantas pessoas ficam tão bêbadas a ponto de falar aos berros, sair pegando os outros pelo braço, começar a agir feito criança mimada e implicar com quem não está no mesmo grau de (in)consciência. Não entendo a necessidade de ir para a balada com os amigos e abandoná-los cinco segundos depois de passarem pela porta da casa pois algo melhor apareceu e acenou. Já que é assim...cada um vai sozinho e se encontram no meio do povo. Ou não.
Não entendo porque ficar feliz com cantadas do gênero “te conheço de algum lugar?” ou “vou ligar para o céu e avisar Deus que um anjo caiu”, deixar o sujeito fedendo a álcool enfiar a língua na sua garganta para ter a certeza de que a) em cinco minutos, cada um vai para um canto contar vantagem para os amigos ou b) amanhã nenhum dos dois vai lembrar o nome do outro? O que aconteceu com a simples saída com os amigos, para rir, ver e ser visto e SE rolar, rolou? Para que ficar forçando, como se a saída só fosse boa se alguém beijar cinco ou mais caras, para ficar contando que teve que segurar as mãos do indivíduo, que te achou com cara de corrimão?
O que aconteceu com as pessoas que saíam juntas para dar risada, desabafar, olhar a paisagem, comentar sobre a semana? O que aconteceu com os caras que chegavam pra conversar, para trocar idéia, para passar a noite inteira conversando e só quando você chega na fila do caixa para pagar a comanda, rolar um beijo e ele pedir o seu telefone E ligar para marcarem outra saída? Porque hoje o único objetivo são números...quem paga mais e quem pega menos? Ou quantos drinks você tomou em comparação ao seu amigo que está vomitando na calçada?
E porque, em nome dos céus, só porque você não age como se a pilastra do bar fosse o pole (do pole dancing) você fica com fama de chata, sem graça e coisas do gênero? Só porque você quer algo mais da sua noite do que se sentir um lixo, usada e bêbada, e ainda sim ir embora sozinha? Onde foi que os valores se inverteram, que eu perdi o bonde? E porque, porque, porque, você é obrigada a ser a primeira e entrar e a última a sair, como se isso fosse validar a sua noite?
Alguém pode me dizer o que acontece com o universo?
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