Vira e mexe me dá vontade de escrever, de ter um blog, uma vida virtual...algo que um dia eu possa ler e me lembrar, com ricos detalhes e frescuras de épocas e momentos em que eu fui feliz, ou estive triste, mas me lembrar com carinho e pensar “puxa, jura que eu quem escrevi isso? Não me reconheço”
Pois bem, finalmente passei essa vontade pra frente e criei este blog, com um nome memorável dos tempos da faculdade que eu tanto quero esquecer e uma vontade enorme de falar de tudo o que se passa neste ser esquisito – por dentro.
Pois bem, finalmente passei essa vontade pra frente e criei este blog, com um nome memorável dos tempos da faculdade que eu tanto quero esquecer e uma vontade enorme de falar de tudo o que se passa neste ser esquisito – por dentro.
26 de dez. de 2010
25 de dez. de 2010
Firework
Sempre no último dia do ano, uns poucos minutos antes de começar a queima de fogos, é de praxe parar e fazer um balanço do ano. Pode ser num banquinho da sacada, no meio da rua, na balada ou onde for. O importante é parar um pouquinho para pensar no ano que está acabando e desejar coisas boas para o ano que está chegando. Não demora muito nem custa nada, o único efeito colateral são os olhos vidrados, que se você estiver na presença de muita gente pode causar certa estranheza, mas só. E faz bem, viu.
É nessa hora que nós podemos perceber que mesmo apesar de tanta caca em nossas vidas, e tanta tragédia ao redor do mundo, nós fomos, e somos muito felizes. Enquanto os apressadinhos começam a gastar todos os fogos que compraram, passam pela nossa mente todos os momentos maravilhosos ao lado dos amigos, as aventuras, os perrengues, as queimaduras de segundo grau (!!), a saudade imensa.
Enquanto todas aquelas luzes estão brilhando, nós lembramos dos sorrisos, das lágrimas, dos abraços, dos carinhos, dos gritos e de todas as emoções, sensações, cores e acontecimentos que fizeram parte do nosso ano. E torcemos para que façam parte do ano seguinte, porque sem eles, não seríamos as mesmas pessoas. Sem tudo aquilo, o ano não seria o mesmo. Seria mais pobre, mas cinza, menos feliz e muito menos digno de ser tão bem lembrado e tão agradecido.
Dentro da taça, nas famosas bolhinhas, estão todas as pessoas que passaram pela nossa vida, todos os novos amigos, todas as pessoas de quem nos despedimos, todas as lágrimas e as gargalhadas que fizeram de nós o ser humano que está meditando no dia 31. E também estão todos os desejos, tanto os novos quanto os antigos, de que todos sejamos felizes, de que aquela viagem finalmente se realizem, que os amigos se encontrem mais vezes, que aquela pessoa especial cruze o seu caminho.
Que dentro da taça de 2010 estejam todas as bolinhas mais felizes, e que elas perdurem por todo 2011!!
É nessa hora que nós podemos perceber que mesmo apesar de tanta caca em nossas vidas, e tanta tragédia ao redor do mundo, nós fomos, e somos muito felizes. Enquanto os apressadinhos começam a gastar todos os fogos que compraram, passam pela nossa mente todos os momentos maravilhosos ao lado dos amigos, as aventuras, os perrengues, as queimaduras de segundo grau (!!), a saudade imensa.
Enquanto todas aquelas luzes estão brilhando, nós lembramos dos sorrisos, das lágrimas, dos abraços, dos carinhos, dos gritos e de todas as emoções, sensações, cores e acontecimentos que fizeram parte do nosso ano. E torcemos para que façam parte do ano seguinte, porque sem eles, não seríamos as mesmas pessoas. Sem tudo aquilo, o ano não seria o mesmo. Seria mais pobre, mas cinza, menos feliz e muito menos digno de ser tão bem lembrado e tão agradecido.
Dentro da taça, nas famosas bolhinhas, estão todas as pessoas que passaram pela nossa vida, todos os novos amigos, todas as pessoas de quem nos despedimos, todas as lágrimas e as gargalhadas que fizeram de nós o ser humano que está meditando no dia 31. E também estão todos os desejos, tanto os novos quanto os antigos, de que todos sejamos felizes, de que aquela viagem finalmente se realizem, que os amigos se encontrem mais vezes, que aquela pessoa especial cruze o seu caminho.
Que dentro da taça de 2010 estejam todas as bolinhas mais felizes, e que elas perdurem por todo 2011!!
5 de dez. de 2010
Quando tudo começa a fazer sentido
É comum que as meninas, moças e mulheres (independente de faixa etária ou localização geográfica) caiam de amores por algum personagem ficcional. Seja de um livro, filme, peça de teatro, sempre há um “ser” que se destaca como o mais fofo, o mais heróico, o mais forte ou mais inteligente, ou alguma combinação de alguma dessas características – ou todas elas. Inútil negar, haja vista a quantidade de vezes que vimos o rosto de Robert Pattinson, Brad Pitt, Brendan Fraser (!) ou algum outro moço bem apessoado que tenha a sorte de ter feito um papel (ou papéis) poderosos.
Sim, isso faz parte da Sociedade do Espetáculo, em que tudo o que aparece na mídia é passado para o receptor como coisa boa, símbolo da perfeição e/ou salvação da humanidade. Mas não foi para entrar nesse assunto que eu comecei esse texto. A verdade é que, às vezes, quando nos atraímos por algum desses “mágicos” personagens, nem sempre sabemos a razão. Creio eu que não indica necessariamente uma pessoa carente, sem argumentos, vida social ou pensamentos ordenados, mas sim, a personificação de todas as características que a tal Sociedade do Espetáculo (sim, de novo – inescapável) sempre nos apresentou como necessárias para a felicidade – quanto mais características o cara tiver, melhor.
Claaaro que as características que procuramos também vem das idiossincrasias (outra boa memória da faculdade*) que são mais válidas e passíveis de defesa do que a aceitação do que nos é imposto – desde que haja argumentação. Mas esse também não é o ponto. A questão sobre a razão dessa atração também não o é, já que não sou nenhuma autoridade no assunto e toda a minha explicação se baseia simplesmente nos meus “achismos”. Então, nos atraímos pelos personagens pelo que representam para nós, ponto final.
Mas ainda mais legal que achar o “ideal” em algum personagem pela vida, é quando tudo faz sentido. Quando você encontra duas coisas parecidas que gosta e finalmente entende porque gostou tanto de um agora que descobriu do que o outro é feito. Por exemplo, quando você lê o personagem que inspirou outro do qual você é fã e começa a ver o segundo sob uma luz totalmente diferente, passa a entender melhor os diálogos, as atitudes, as expressões. Adoro descobrir as coisas, adivinhar de onde vem as referências, entender os desfechos e descobrir os porquês.
Nossa, que diatribe para chegar onde eu quero...
Por exemplo, quando assisti O Diário de Bridget Jones, caí de amores pelo personagem do Colin Firth – Mark Darcy. Fora o fato de ele ser alto, forte e bonitão (e dar beijos no pescoço), é também inteligente, de humor refinado, tiradas ótimas, excelente profissional e moral inatacável. Achei que nenhum homem jamais chegaria aos pés dele (ainda estou provando essa teoria, rs), mas não importava muito já que era apenas um personagem. Mas ficou sendo o meu ideal particular de perfeição. Não consegui entender porque justamente esse personagem, mas deixei passar, já que achei e pronto.Até que...
Já tinha assistido a versão para a BBC de “Orgulho e Preconceito” e adorado, já que o mesmo ator faz o personagem do Sr. Darcy. Até então, não tinha ligado os dois acontecimentos, já que não conhecia a obra escrita. Até que...
Finalmente, eu comprei o livro de Jane Austen e me acabei de ler a versão original de “Orgulho e Preconceito”. E tudo fez sentido. O Darcy de “O Diário” é a versão cinematográfica e curta do Darcy de “Orgulho”. Agora entendi porque eu gostei tanto, porque o “ultimate” galã do universo tem um original!!! E que original, minha gente. Se não leram, por favor, o façam. E logo.
Além da escrita inteligente, o sarcasmo, a ironia fina e todos os elementos mais maravilhosos da literatura que te prendem até o final, ainda tem o galã mais enfurecedor, orgulhoso, folgado e mané do mundo. Mas ao mesmo tempo, é maravilhoso, inteligente, generoso, corajoso, etc etc etc. É tudo nessa vida. E finalmente eu entendi porque eu gostei tanto do filme mais atual e do personagem do Colin Firth.
Fez sentido porque eu descobri uma ligação entre as duas coisas, dois dos meus vícios. E fez sentido porque eu entendi o filme muito melhor depois de ter lido o livro, e fiquei muito, muito mais impressionada por ambos os Sr. Darcy (s). Só falta achar a versão “live”.
Sim, isso faz parte da Sociedade do Espetáculo, em que tudo o que aparece na mídia é passado para o receptor como coisa boa, símbolo da perfeição e/ou salvação da humanidade. Mas não foi para entrar nesse assunto que eu comecei esse texto. A verdade é que, às vezes, quando nos atraímos por algum desses “mágicos” personagens, nem sempre sabemos a razão. Creio eu que não indica necessariamente uma pessoa carente, sem argumentos, vida social ou pensamentos ordenados, mas sim, a personificação de todas as características que a tal Sociedade do Espetáculo (sim, de novo – inescapável) sempre nos apresentou como necessárias para a felicidade – quanto mais características o cara tiver, melhor.
Claaaro que as características que procuramos também vem das idiossincrasias (outra boa memória da faculdade*) que são mais válidas e passíveis de defesa do que a aceitação do que nos é imposto – desde que haja argumentação. Mas esse também não é o ponto. A questão sobre a razão dessa atração também não o é, já que não sou nenhuma autoridade no assunto e toda a minha explicação se baseia simplesmente nos meus “achismos”. Então, nos atraímos pelos personagens pelo que representam para nós, ponto final.
Mas ainda mais legal que achar o “ideal” em algum personagem pela vida, é quando tudo faz sentido. Quando você encontra duas coisas parecidas que gosta e finalmente entende porque gostou tanto de um agora que descobriu do que o outro é feito. Por exemplo, quando você lê o personagem que inspirou outro do qual você é fã e começa a ver o segundo sob uma luz totalmente diferente, passa a entender melhor os diálogos, as atitudes, as expressões. Adoro descobrir as coisas, adivinhar de onde vem as referências, entender os desfechos e descobrir os porquês.
Nossa, que diatribe para chegar onde eu quero...
Por exemplo, quando assisti O Diário de Bridget Jones, caí de amores pelo personagem do Colin Firth – Mark Darcy. Fora o fato de ele ser alto, forte e bonitão (e dar beijos no pescoço), é também inteligente, de humor refinado, tiradas ótimas, excelente profissional e moral inatacável. Achei que nenhum homem jamais chegaria aos pés dele (ainda estou provando essa teoria, rs), mas não importava muito já que era apenas um personagem. Mas ficou sendo o meu ideal particular de perfeição. Não consegui entender porque justamente esse personagem, mas deixei passar, já que achei e pronto.Até que...
Já tinha assistido a versão para a BBC de “Orgulho e Preconceito” e adorado, já que o mesmo ator faz o personagem do Sr. Darcy. Até então, não tinha ligado os dois acontecimentos, já que não conhecia a obra escrita. Até que...
Finalmente, eu comprei o livro de Jane Austen e me acabei de ler a versão original de “Orgulho e Preconceito”. E tudo fez sentido. O Darcy de “O Diário” é a versão cinematográfica e curta do Darcy de “Orgulho”. Agora entendi porque eu gostei tanto, porque o “ultimate” galã do universo tem um original!!! E que original, minha gente. Se não leram, por favor, o façam. E logo.
Além da escrita inteligente, o sarcasmo, a ironia fina e todos os elementos mais maravilhosos da literatura que te prendem até o final, ainda tem o galã mais enfurecedor, orgulhoso, folgado e mané do mundo. Mas ao mesmo tempo, é maravilhoso, inteligente, generoso, corajoso, etc etc etc. É tudo nessa vida. E finalmente eu entendi porque eu gostei tanto do filme mais atual e do personagem do Colin Firth.
Fez sentido porque eu descobri uma ligação entre as duas coisas, dois dos meus vícios. E fez sentido porque eu entendi o filme muito melhor depois de ter lido o livro, e fiquei muito, muito mais impressionada por ambos os Sr. Darcy (s). Só falta achar a versão “live”.
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