Faz um mês já que não consigo mais escutar essa música sem pensar nele. Sem pensar na alegria, nas risadas, nas caretinhas para as fotos e na dancinha que nós inventamos para a música que eu adorava. Adorava – passado - porque agora não consigo pensar nela ou ouvi-la sem dor. Já ouvi a frase “Que eu sinta saudade, mas não sinta tristeza”, mas é difícil evitar, bem difícil. E olha que eu conheço pessoas muito mais próximas a ele, sem ser parentes de sangue e só consigo imaginar o que devem estar sentindo.
O pior é que aquele clichê do “nunca vai acontecer comigo” é mais válido do que nunca. Nós nunca sequer pensamos na falta que vamos sentir, em como essa ausência vai ser presença certa em todas as conversas, em todas as baladas, a cada vez que ouvirmos algumas músicas, a cada vez que alguém falar uma daquelas frases familiares que provocavam gargalhadas. Ninguém nunca imagina a falta e a pontada no coração que vamos sentir mesmo da pessoa que não vemos há tempos. E a falta nunca diminui. Nunca.
Uma pessoa impossível, indescritível, que parecia não ter medo de nada ou coisa alguma foi vencida por uma doença cruel, inexorável e rápida, muito rápida. Perdi a conta de quantas vezes eu já acessei todas as redes sociais em busca de uma notícia, uma novidade,algo (ainda acredito) que possa dizer que tudo isso é uma grande mentira – sim, eu pretendo afogar o mentiroso dessa história, mas prefiro afogar a acreditar na verdade que ainda não nos deu nenhum detalhe.
E não, não é curiosidade pelo mórbido, essa característica que atribuem a todos os seres humanos e aos jornalistas em particular, como ouvi tantas vezes na faculdade. É pela certeza do fim, pelo fechamento de um ciclo, como se a saudade saudável só fosse chegar quando nós víssemos, quando ficássemos sabendo de notícias, quando entendêssemos os motivos e a evolução que não acompanhamos.
Sinto saudades, amigo, saudades dos seus “bom-dia”, das risadas, dos palavrões, das bobagens que falávamos, e do tempo (mesmo pouco) durante o qual a sua luz iluminou a minha existência. Que eu possa, a partir de você e da sua presença que nunca sairá de perto de nós, ser uma pessoa melhor. E que eu possa ainda ouvir “Suddenly I see”, lembrar da coreografia e sorrir somente, pensando em você.
O pior é que aquele clichê do “nunca vai acontecer comigo” é mais válido do que nunca. Nós nunca sequer pensamos na falta que vamos sentir, em como essa ausência vai ser presença certa em todas as conversas, em todas as baladas, a cada vez que ouvirmos algumas músicas, a cada vez que alguém falar uma daquelas frases familiares que provocavam gargalhadas. Ninguém nunca imagina a falta e a pontada no coração que vamos sentir mesmo da pessoa que não vemos há tempos. E a falta nunca diminui. Nunca.
Uma pessoa impossível, indescritível, que parecia não ter medo de nada ou coisa alguma foi vencida por uma doença cruel, inexorável e rápida, muito rápida. Perdi a conta de quantas vezes eu já acessei todas as redes sociais em busca de uma notícia, uma novidade,algo (ainda acredito) que possa dizer que tudo isso é uma grande mentira – sim, eu pretendo afogar o mentiroso dessa história, mas prefiro afogar a acreditar na verdade que ainda não nos deu nenhum detalhe.
E não, não é curiosidade pelo mórbido, essa característica que atribuem a todos os seres humanos e aos jornalistas em particular, como ouvi tantas vezes na faculdade. É pela certeza do fim, pelo fechamento de um ciclo, como se a saudade saudável só fosse chegar quando nós víssemos, quando ficássemos sabendo de notícias, quando entendêssemos os motivos e a evolução que não acompanhamos.
Sinto saudades, amigo, saudades dos seus “bom-dia”, das risadas, dos palavrões, das bobagens que falávamos, e do tempo (mesmo pouco) durante o qual a sua luz iluminou a minha existência. Que eu possa, a partir de você e da sua presença que nunca sairá de perto de nós, ser uma pessoa melhor. E que eu possa ainda ouvir “Suddenly I see”, lembrar da coreografia e sorrir somente, pensando em você.